• Bandido do colarinho branco tem vez?
O presidente da Alerj e vice-governador em exercício do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (UB), foi preso pela Polícia Federal acusado de vazar informações sigilosas para proteger um amigo ligado ao crime organizado.
O alvo beneficiado? O deputado TH Joias, preso por tráfico, corrupção, lavagem de dinheiro e negociação de armas com o Comando Vermelho.
• O que dirá Ronaldo Caiado?
O governador de Goiás, que adora aparecer em manchetes quando se trata de “bandido pobre morto em operação”, até agora não abriu a boca sobre o escândalo dentro do próprio partido.
• A seletividade moral de Caiado
Quando o Rio de Janeiro registrou a operação policial mais letal de sua história — mais de 120 mortos na operação de setembro — Caiado foi o primeiro a aplaudir Claudio Castro. Falou grosso, bateu no peito, virou comentarista de segurança pública.
Mas agora, com um colega de partido preso por ajudar criminosos do mesmo Comando Vermelho e obstruir investigações, o discurso heroico desaparece.
• O telhado de vidro em Goiás
A hipocrisia é ainda maior quando lembramos que o governo Caiado enfrenta seus próprios escândalos envolvendo crime organizado:
-> Goiás Bioenergia — empresa que recebeu R$ 265 milhões em incentivos fiscais do governo Caiado, investigada por ligações com o PCC.
-> Café adulterado — mais de 10 toneladas vendidas ao governo, com metade do produto constituída de impurezas, possível fraude milionária.
-> Bebidas falsificadas — laboratórios estourados em Goiânia e Uruana pela Polícia em novembro.
-> Combustível adulterado — Goiás citado em investigação nacional sobre a rota financeira de postos ligados ao PCC. Além dos laboratórios de cocaína no Estado.
Caiado adora repetir o bordão “em Goiás bandido não se cria”. Mas os casos mostram outra realidade: o crime está se criando, crescendo e faturando – inclusive com contratos e incentivos oficiais.
Caiado precisa responder: vai defender o combate ao crime organizado ou vai proteger seu colega de partido? Porque moral seletiva é piada.
Cristiano Silva
Editor

















