quinta-feira , 23 abril 2026
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Gilmar Mendes rejeita pedido de Jorge Messias e mantém liminar que limita pedidos de impeachment contra ministros do STF

Impeachment

• O ministro Gilmar Mendes rejeitou o pedido da AGU para reconsiderar a liminar que restringe a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF. Ele afirmou que o ordenamento jurídico não prevê pedido de reconsideração e manteve integralmente a decisão.

Decisão

• Gilmar disse que o requerimento apresentado por Jorge Messias é incabível e não gera efeitos próprios de recursos formais.

• O ministro reiterou que sua liminar é necessária para preservar a independência judicial e suspende trechos da lei de 1950.

• A cautelar estabelece que apenas o procurador-geral da República pode apresentar denúncia contra ministros do STF.

Quórum

• A decisão também elevou o quórum no Senado para abertura de processos: de maioria simples para 54 votos.

• O mérito de decisões judiciais não pode ser tratado como crime de responsabilidade.

Pedido da AGU

• A AGU alegou que a legitimidade popular para denúncias decorre da soberania prevista na Constituição.

• O órgão sustentou que o controle cidadão não ameaça a independência judicial e que ajustes na lei poderiam ampliar clareza e representatividade.

• Defendeu que negar a participação popular seria ferir a separação dos Poderes.

Análise

• O caso será votado pelo plenário virtual do STF entre 12 e 19 de dezembro, quando os ministros decidirão se referendam a liminar.

• As ações foram movidas pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados do Brasil, que questionam dispositivos da Lei do Impeachment.