quarta-feira , 21 outubro 2026
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Operação investiga fraude que inseriu mandados de prisão falsos contra Lula e Alexandre de Moraes no CNJ e no Tribunal de Justiça de Goiás

Fraude

• Uma operação policial deflagrada nesta quinta-feira (5) apura a inserção de mandados de prisão falsos nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e do Tribunal de Justiça de Goiás, incluindo ordens fraudulentas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do STF Alexandre de Moraes. A fraude foi descoberta pela Inteligência do TJGO e resultou na Operação Lex Data.

Investigação

• A fraude foi identificada pela Divisão de Inteligência Institucional do Tribunal de Justiça de Goiás.

• Documentos falsos foram inseridos no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e no sistema Projudi/TJGO.

• Os mandados simulavam decisões judiciais reais, com numeração processual e linguagem técnica.

• Os nomes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro Alexandre de Moraes foram usados para dar aparência de legalidade às fraudes.

Operação Lex Data

• A operação é conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), com apoio do Núcleo de Inteligência do TJGO e das Polícias Civis de Minas Gerais, Distrito Federal e Santa Catarina.

• Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Goiás, DF e Minas Gerais. Não houve prisões nesta fase da investigação.

O esquema

• Segundo a polícia, não houve invasão técnica aos sistemas do Judiciário.

• Criminosos utilizaram credenciais de servidores públicos obtidas de forma ilícita.

• Com usuários e senhas válidos, foi possível inserir, alterar e excluir dados oficiais.

• Apenas uma credencial foi usada para realizar mais de 100 movimentações no sistema.

Suspeito

• A Polícia Civil apontou um adolescente de 15 anos, morador do Distrito Federal, como principal responsável.

• Ele apresentava padrão de vida elevado e movimentação financeira incompatível com a idade.

• O jovem estava fora da escola havia pelo menos dois anos.

• Equipamentos eletrônicos foram apreendidos e passarão por perícia.

Risco institucional

• As investigações indicam tentativa de beneficiar criminosos de alta periculosidade, inclusive ligados a facções.

• Nenhum mandado fraudulento chegou a produzir efeitos práticos.

• Todas as alterações foram identificadas, corrigidas e os processos fictícios arquivados.

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