quinta-feira , 23 abril 2026
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Mentor da taxa do agro articula vice de Daniel Vilela e produtores temem volta da cobrança em 2027

• A sombra da taxa do agro

A taxa do agro criada no governo Ronaldo Caiado — e extinta às vésperas da eleição, no apagar das luzes da atual gestão — pode voltar a assombrar o agronegócio goiano a partir de 2027, caso o vice-governador Daniel Vilela seja eleito governador.

Nos bastidores da política goiana, o nome que reaparece no centro dessa discussão é o de José Mário Schneider, apontado como um dos mentores da criação da cobrança.

• Articulação política

Segundo relatos feitos por Schneider a um grupo de amigos, ele teria fechado acordo com o Partido Republicanos e estaria sendo articulado, com o apoio de aliados do governo, para compor como vice na chapa de Daniel Vilela na próxima eleição estadual.

A movimentação reacendeu o debate no setor produtivo sobre a possibilidade de retorno da chamada taxa do agro, criada no atual governo e posteriormente extinta.

• Carrasco do campo

José Mário Schneider não apenas defendeu a criação da contribuição, como também teve participação direta na gestão dos recursos arrecadados pelo Fundeinfra.

A administração desses recursos foi realizada por meio da Organização Social IFAG, instituto ligado a Schneider, responsável por gerir parte dos valores arrecadados com a cobrança.

• Reação

A taxa gerou forte reação entre produtores rurais quando foi implantada e se tornou um dos temas mais sensíveis na relação entre o governo e o agronegócio goiano.

Agora, com a possível composição da chapa Daniel Vilela e José Mário Schneider, produtores voltam a manifestar preocupação com a volta da taxa do Agro.