• Mudou de pelo, más é o lobo
Pouco mais de três semanas após passar a ser alvo de denúncias em São Paulo e Paraná, a Palladium Corp praticamente desapareceu da própria comunicação institucional. Em seu lugar surgiu a marca Pax, apresentada ao mercado como uma startup de inteligência artificial voltada para a segurança pública.
Apesar da mudança de identidade, os registros societários continuam apontando os mesmos controladores e o mesmo administrador. A justiça quer explicações. Curiosamente, essa empresa também foi contratada por Daniel Vilela em um modelo de contrato curioso: o Estado trabalha e ela leva uma bolada bilionária.
• Triangulação
No Paraná e em São Paulo, deputados estaduais acionaram órgãos de controle para investigar o que classificam como uma triangulação contratual para contornar a necessidade de licitação.
Segundo a denúncia apresentada pelos deputados Antonio Donato e Luiz Fernando Teixeira, a Prodesp firmou um acordo com a Paladium. Em seguida, a estatal paulista celebrou contrato com a Secretaria de Segurança Pública. Na prática, afirmam os parlamentares, a solução tecnológica era fornecida pela empresa privada, mas o contrato final acabava passando por uma estatal, evitando a concorrência pública.
• Mesmo modelo
A Paladium Corp, que desacansa em Pax com muito dinheiro público, não é chegada em licitação. Embora seja do ramo no Paraná, Daniel Vilela apresentou os empresáros em Goiás como jovens curiosos que queriam fazer um projeto piloto no governo. Mentira, a história foi inventada. Trata-se de uma empresa com sede na capital mundial de lavagem de dinheiro do crime organizado, Delaware, nos Estados Unidos.
A bomba vai explodir no colo de Daniel Vilela, que embala esse esquema com se fosse uma criança. A dica foi dada, está na pergunta: por que a Paladium virou Pax justamente quando começaram as denúncias?

















