• Júri condena acusado em Anápolis
O Tribunal do Júri de Anápolis condenou Valdizio Neto dos Santos Almeida, de 25 anos, a 14 anos de prisão pela morte de Samylla Morais Guimarães de Jesus, mulher trans de 27 anos. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (10).
Durante a leitura da decisão, o juiz Fernando Augusto Chacha de Rezende informou que os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime. O magistrado definiu que o cumprimento inicial da pena será em regime fechado.
• Família receberá indenização de R$ 150 mil
Além da condenação criminal, a Justiça fixou indenização de R$ 150 mil por danos morais aos familiares de Samylla. O réu permanecerá preso após a sentença, conforme determinado na sessão do júri.
• Crime ocorreu perto da UEG
Samylla foi encontrada morta na noite de 18 de julho de 2025, em uma estrada vicinal próxima à Universidade Estadual de Goiás, às margens da BR-153, em Anápolis. Segundo a perícia, ela foi atingida por quatro tiros, na cabeça, mão, tórax e ombro, e morreu ainda no local.
• Encontro foi marcado pelas redes sociais
As investigações apontaram que Valdizio havia combinado um encontro com a vítima por meio das redes sociais horas antes do homicídio. Imagens de câmeras de segurança mostraram Samylla entrando em um Chevrolet Astra ligado ao suspeito pouco antes de ser assassinada.
Pessoas que estavam próximas ao local relataram à polícia ter ouvido disparos e visto um carro escuro deixando a região em alta velocidade. A partir da placa registrada nas imagens, os investigadores conseguiram localizar o veículo.
Com base nas imagens e nas informações reunidas pela Polícia Civil, Valdizio foi apontado como principal suspeito e acabou preso pela Polícia Militar. À época, ele alegou informalmente ter deixado Samylla em outra via da cidade e negou contato posterior com a vítima.

















