• Chuva de denúncias
A Palladium Corp Desenvolvimento de Tecnologia, vulga PAX, acumula questionamentos em diferentes partes do país. Em Goiás, virou alvo de uma ação do Ministério Público proposta pela promotora Leila Maria de Oliveira, que resultou na suspensão judicial do contrato de R$ 304 milhões firmado pelo governo Daniel Vilela para implantação de um sistema de videomonitoramento e inteligência artificial.
• São Paulo e Paraná
Em São Paulo, a situação foi além. A Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) rescindiu a parceria com a Palladium/PAX após denúncias e investigações conduzidas pelo Tribunal de Contas do Estado. O contrato, estimado em R$ 475 milhões também era sem licitação.
No Paraná, reportagens da Gazeta do Paraná e da Folha de S.Paulo mostraram que o Tribunal de Contas do Estado suspendeu o pregão eletrônico de R$ 580,9 milhões destinado ao programa “Olho Vivo Paraná”. A medida mirou o edital para uma vitrine tecnológica que utilizaria a infraestrutura em nuvem e os algoritmos operados pela empresa Paladium.
• Vida privada do cidadão
Um dossiê divulgado pela Gazeta do Paraná apontou preocupação com o acesso da empresa a dados sensíveis da segurança pública paranaense, além do funcionamento de algoritmos voltados ao monitoramento de pessoas. O deputado Arilson Chiorato afirmou que o projeto teria saído de uma estrutura inicial de R$ 30 milhões para alcançar cifras próximas de R$ 1 bilhão, com parte significativa relacionada à operação de sistemas: “Uma empresa que pode receber até 500 milhões do governo paranaense sem ter uma licitação, sem ter um edital de contratação, sem ter nada que garanta algum documento que ela esteja operando pelo Estado”, disse o deputado.

















