• Sangria desatada para salvar negócio do banco Master?
Isto é um absurdo. A Assembleia Legislativa corre para autorizar o governo Daniel Vilela a buscar R$ 500 milhões emprestados para comprar um hospital da Oncoclínicas, empresa que tem participação acionária ligada ao Banco Master. E tudo isso a cerca de 40 dias das eleições.
• É eventual
O mais estranho está nos documentos do próprio governo: a operação é eventual. O Executivo admite que a eventual seleção da proposta “não confere direito subjetivo à contratação”. Portanto, a Assembleia está aprovando meio bilhão para uma operação que nem sequer está garantida.
A PGE também registra que a autorização não significa aprovação do financiamento pelo BNDES, nem concessão da garantia da União. A operação ainda depende de análises e da verificação dos limites e condições para o endividamento.
• Por que agora?
Então, qual a sangria desatada? Por que aprovar tudo agora, em plena campanha, em vez de aprofundar estudos sobre preço, financiamento, juros, alternativas e necessidade da compra? A autorização legislativa pode produzir efeito político imediato; o empréstimo, não.
E existe uma conta difícil de explicar. Em agosto de 2024, Caiado anunciou R$ 100 milhões do Tesouro Estadual para a reestruturação completa do Hugo. Foram R$ 60 milhões para obras, R$ 35 milhões para equipamentos e R$ 5 milhões para tecnologia. A reforma teria duração de 12 meses.
• Mais dívida
Goiás aderiu ao Propag para renegociar sua dívida com a União. Agora quer assumir uma nova obrigação de até meio bilhão de reais. Qual será o custo final com juros? Em quantos anos o goiano pagará essa conta? Quem vai ficar mais rico com essa negociação? Por que a Assembleia aprovou a coisa no estalar dos dedos?

















