A imprensa nacional está espantada porque não esperava encontrar um Ronaldo Caiado vazio, oco. Natuza Nery, na GloboNews, classificou suas respostas como caóticas. Gerson Camarotti viu um candidato vago. Míriam Leitão falou em “ignorância abissal” ao analisar sua resposta sobre economia.
Eu não estou espantado. Quem acompanha Caiado diariamente, como faço há quase oito anos no Goiás24Horas, conhece o personagem por trás da propaganda. O grande gestor vendido ao Brasil é muito diferente daquele que aparece quando o discurso é confrontado com os fatos.
Natuza lembrou: Caiado é médico e não apresentou proposta para a saúde. Em Goiás, vende como seus hospitais construídos no governo Marconi. Troca a placa, faz propaganda e nasce uma nova narrativa paga com dinheiro público.
Na segurança é parecido. Caiado fala como se tivesse inventado a polícia goiana, mas quando você pede para explicar como fez isso, e não consegue sem falar que pegou pronto, grita. Apropria-se dos resultados, bate no peito e fala abnubiladamente.
Com a cara mais deslavada do mundo, no final da entrevista, Caiado pede a justiça que torne pública a Operação Carbono Oculto e o caso Banco Master. Em Goiás o governo dele movimentou quase R$ 5 bilhões com empresas do PCC e o governo dele reuniu com um diretor do banco Master para mudar uma lei estadual e beneficiar o esquema de Vorcaro.
Caiado ainda chamou quem recebe salário mínimo de “pobre coitado” e se enrolou na economia ao falar em despesas de 50% do PIB.
Pensando bem, Caiado apresentou uma novidade: o botox. Amigos, que ridículo! Maquiagem, marketing e aparência. Terno impecável, cabelo penteado, rosto rejuvenescido. Bonita viola por fora, mas oca por dentro.
Quando abriu a boca, lembrei de Caco Antibes, do Sai de Baixo, lembra? Ela falava bobagem e ele gritava alto: “Cala a boca, Magda!”
Cristiano Silva
Editor


















