• Governo reage à venda
O governo Lula avalia recorrer à Justiça para tentar impedir ou rever a transferência da mina Pela Ema, em Minaçu, para a americana USA Rare Earth. A compra de 100% do Grupo Serra Verde foi avaliada em US$ 2,8 bilhões.
• Apoio bilionário dos EUA
O governo norte-americano comprometeu cerca de US$ 1,6 bilhão em aportes, empréstimos e compras futuras. Um contrato garante por 15 anos a aquisição da produção da primeira fase da única mina comercial de terras raras do Brasil.
• Caiado abriu caminho
A venda foi negociada entre empresas privadas, sem participação formal do governo de Goiás, mas avançou após atos da gestão Caiado. Em 2019, o governador entregou à Serra Verde uma licença ambiental aguardada havia seis anos, permitindo iniciar as obras em Minaçu.
• Incentivos e acordo
Em agosto de 2025, Caiado sancionou a lei que criou a Autoridade Estadual de Minerais Críticos, um fundo e zonas especiais. Em 18 de março de 2026, assinou com os Estados Unidos um memorando que prevê capital americano, mapeamento geológico e prioridade administrativa.
• Compra veio 33 dias depois
Em 20 de abril, 33 dias após o memorando, a USA Rare Earth anunciou a aquisição. O documento assinado por Caiado não cita a venda, não é vinculante e não substitui autorizações federais. Os recursos do subsolo pertencem à União.
• Brasil quer agregar valor
O Planalto teme que separação, refino e fabricação de ímãs permaneçam no exterior. O Congresso incluiu o Marco Legal dos Minerais Críticos entre as prioridades de 31 de agosto a 4 de setembro. A venda ainda depende da votação dos acionistas e das demais condições do acordo.

















