• Começou em Goiás
A bomba do Banco Master tem endereço em Goiás. A Creditag, cooperativa sediada em Mineiros e investigada pela Polícia Federal no Caso Master, já mantinha contrato com a GoiásFomento, agência do Governo de Goiás, em plena gestão Ronaldo Caiado e Daniel Vilela.
• Governo abriu portas
Em abril de 2021, a GoiásFomento firmou o contrato nº 157/2021 com a Creditag, com validade até outubro de 2023, com previsão de remuneração: a Creditag poderia receber 50% da Tarifa de Abertura de Crédito das operações intermediadas.
• Master entra cena
A Creditag passou a ser investigada pela PF na Operação Compliance Zero. Segundo a investigação, a cooperativa teria sido utilizada para liquidar transações e processar pagamentos para empresas e fintechs relacionadas ao esquema atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro.
• Teia chega PCC
A EntrePay, do investigado Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, recebeu R$ 166,5 mil da Ceopag, movimentação apontada pelo Coaf e levada pelo Gaeco à Justiça.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, a Ceopag foi utilizada para movimentar recursos de empresas administradas pelo grupo de Mohamad Hussein Mourad, o Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, apontados pelo Gaeco como líderes de uma organização criminosa do setor de combustíveis com ligações com o PCC.
No dia 16 de abril de 2026, o Banco Central liquidou a Creditag e as investigações do Caso Master avançaram sobre as operações da cooperativa.
E agora todos os olhos estão voltados para Antônio Carlos Freixo Júnior. A colaboração premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República abrirá novos caminhos para a investigação e poderá revelar nomes de peixes graúdos do governo Caiado/Daniel no esquema.

















