Jornalistas banidos de O Popular criam site para “vender” a sua concepção de imprensa e denunciar “cartilha predominante na mídia tradicional”

Um grupo de ex-profissionais da redação de O Popular, demitidos de um ano para cá, resolveu implantar um site na internet para apresentar a sua concepção de imprensa e fazer um contraponto à “cartilha predominante na mídia tradicional”.

Trata-se do site Ermira, teoricamente voltado para o jornalismo cultural, mas que aproveita a deixa para publicar textos desde a avaliação de restaurantes goianos até denúncias – como a que atinge diretamente o novo secretário municipal de Cultura, Kleber Adorno, que, em uma passagem anterior pela pasta, envolveu-se com uma quadrilha que desviou R$ 1,3 milhão dos cofres da Prefeitura.

“Este site surge como uma forma de resistência e reação a esse tipo de jornalismo de recreio que se pretende light, mas só consegue ser ligeiro e frívolo e que, sob uma fachada ‘ousada’ e ‘moderna’, é, na verdade, extremamente conformista e conservador”, argumentam os responsáveis pela página em um longo editorial de apresentação.

Ermira faz referência a uma personagem de algum modo feminista do escritor regionalista goiano Carmo Bernardes, no livro Jurubatuba, considerado como o grande romance do escritor.

Integram o projeto jornalistas como Rosângela Chaves, Rogério Borges, Cileide Alves, Deire Assis, Ênio Tavares, Karla Jaime, Malu Longo, Rute Guedes e Valbene Bezerra, todos tendo em comum no currículo o fato de terem sido dispensados por O Popular, e Bruno Rocha Lima (esse o único que não foi demitido, mas pediu para sair do jornal).