Sem mídia de Caiado, O Popular vive caos financeiro e família Câmara promove demissões no jornal; 16 nomes estão no listão

Sem mídia oficial do governo Ronaldo Caiado (DEM), tampouco diante de qualquer perspectiva de recebê-la, o Grupo Jaime Câmara vê as finanças de seus veículos de comunicação em dificuldade e, em alguns casos, à beira da ruína.

O caso mais grave é do jornal O Popular, que há anos opera no vermelho. Determinada a mitigar o problema, a família Câmara determinou demissões no jornal, na redação e em sua área administrativa.

Ao menos 16 nomes estariam no listão. Nesta quarta-feira, foram demitidos o editor de Cidades, Pablo Santos, e o fotógrafo veterano Sebastião Nogueira, o Sabá. Na área administrativa, 6 funcionários foram mandados embora.

Restam, portanto, 8 nomes, estes provavelmente todos da redação do Pop.

Que a mídia impressa está em crise não é mais novidade há ao menos uma década, mas o conservadorismo da família Câmara e a acomodação dos jornalistas de O Popular anteciparam o cada vez mais provável fim da circulação de um dos jornais mais tradicionais do Brasil, fundado há 80 anos.