Efeito contrário: Caiado corta incentivos e faz blitzen de impostos, mas arrecadação cai

A supersecretária forasteira da Economia, Cristiane Schmidt, que se segure na cadeira: a arrecadação bruta do Estado sofreu um tombo de 5,3% em abril mesmo após as duras medidas de corte de incentivos e arrocho no recebimento de impostos idealizadas por ela e aprovadas pelo governador Ronaldo Caiado (DEM).

“O desempenho da arrecadação bruta em Goiás não vem contribuindo para o pretendido ajuste nas contas do setor público estadual, que teve sua ‘falência’ virtual decretada assim que concluído o processo eleitoral”, registra o jornalista Lauro Jardim em sua coluna no jornal O Hoje. “Os resultados de abril vieram ainda piores do que aqueles anotados em março, o que tende a tornar mais complicada a execução orçamentária do segundo bimestre, ainda não tornada pública pelo governo do Estado”, prevê ele.

“Em abril, a arrecadação bruta atingiu R$ 18,74 bilhão, o que significou recuo de 5,25% frente ao mesmo mês de 2018, quando o Estado chegou a arrecadar R$ 1,977 bilhão”, relata Lauro, comparando Caiado com a gestão Marconi Perillo-José Eliton.

Os números fazem Schmidt balançar no cargo. Caiado está cada vez mais em maus lençóis.