“Tomar o poder”: discurso atrasado de Júnior Friboi contamina o PMDB com linguagem bélica

O empresário Júnior Friboi, em duas sucessivas reuniões do PMDB, uma para a sua filiação e outra em Inhumas, disse que era preciso rasgar a fantasia e assumir que a oposição tem de “tomar o poder”.

Como a tigrada do PMDB deve ter gostado do grito de guerra lançado por Júnior Friboi, no encontro regional de sábado, em Morrinhos, segundo o jornal O Popular, vários oradores compraram a ideia e também “gritaram” nos seus discursos que chegou a hora de “tomar o poder”.

Mesmo um quadro de renovação do PMDB, como o deputado Daniel Vilela, deu declarações também repetindo que é preciso “tomar o poder”.

“Tomar” não é um verbo, digamos assim, politicamente correto. “Tomar o poder” remete a uma linguagem bélica. Na verdade, um partido ou um determinado grupo político deveria fundamentar o seu projeto de poder nas aspirações populares, apresentando um conjunto de propostas e se submetendo democraticamente à vontade do eleitor.

Não simplesmente “tomar”. Mas, pelo menos, apresentar propostas para “tomar o poder”.