Duodécimo: Lissauer afirma que secretária da Economia foi infeliz e diz que não abrirá mão do que é direito da Assembleia

Ao reafirmar que a  Assembleia Legislativa é parceira do governo para resolver os problemas econômicos do Estado, o presidente da Casa, Lissauer Vieira, reagiu às declarações da secretária da Economia, Cristiane Schmidt, sobre o duodécimo integral, quando ironizou que deputados devem escolher entre construir a nova sede do poder ou pagar a folha de dezembro.

“A secretária foi infeliz quando foi na imprensa falar que nós temos a responsabilidade escolher entre construir a obra [a nova sede da Assembleia] ou pagar a folha de dezembro, ter o duodécimo integral ou pagar a folha de dezembro”, afirmou Lissauer, assinalando que não se deve misturar as coisas.

“O problema da folha de dezembro é do Executivo. Já o duodécimo é lei federal. Se a secretária acha que não temos que receber o duodécimo, ela tem que ir ao Congresso e aprovar emenda constitucional. É fácil: só depende de convencer os 513 deputados, os 81 senadores e depois vir aqui com uma nova lei. Aí nos vamos aceitar”, disparou Lissauer.

De acordo com ele, a Assembleia está aberta ao diálogo e já provou com sua equipe técnica que o duodécimo integral não está sendo repassado. “O que o deputado Henrique Arantes falou foi que isso fere a lei de responsabilidade fiscal. O Executivo está cometendo crime de responsabilidade fiscal e improbidade administrativa. É esse alerta que o deputado fez. A secretária já puxou para um outro rumo, uma outra questão, que não tem nada a ver com o poder Legislativo”.

Lissauer sublinhou que a Assembleia é parceira do governo parceiros e tem aprovados suplementações orçamentárias. “Aprovamos em tempo recorde os ajustes para pagar a folha da Educação. Quando chegam projetos, como chegou o da Reforma Administrativa, nós trabalhamos dentro de uma linha de diálogo para aprovar  reforma que, segundo o governo, vai trazer uma economia de R$ 500 milhões, Isso aí nós temos feito, mas o que é nosso, é nosso e o que é lei, é lei e tem que ser cumprido. Só isso. Nada além disso”.