Fabiana e Cileide vão ignorar as citações de Hélio Telho na Vaza Jato?

As jornalistas Fabiana Pulcineli e Cileide Alves, ambas de O Popular, ficaram respeitadas e conhecidas do público em Goiás porque sempre procuraram resistir aos ditames empresariais e políticos do Grupo Jaime Câmara, seus patrões.

Entre as formas de resistência sempre esteve o uso das redes sociais para publicar informações e histórias vetadas por aqueles que pagam seus salários. Por isso, é inquietante o silêncio de ambas quanto às citações do procurador Hélio Telho, do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO), nos vazamentos da Operação Lava Jato.

A postura induz a uma ou duas conclusões. A primeira, a de que as relações entre Telho e os veículos do GJC são mais profundas e verticais do que se supunha, garantindo blindagem total ao procurador tanto da cúpula ao chão de fábrica da produção jornalística.

A segunda, mais inquietante e preocupante, é um sistema de colaboração entre os repórteres do jornal, Telho e seus comandados e lideranças políticas atreladas ao Ministério Público Federal. Ela revelaria uma triangulação sinistra para combater, cassar e destruir adversários políticos comuns. O ex-governador Marconi Perillo (PSDB), sabe-se, sempre foi alvo preferencial do “trabalho jornalístico” de Fabiana e Cileide, da atuação de Telho e de políticos que migraram da oposição para a situação nas últimas eleições.