Ministério Público ainda pode pedir rescisão de contrato da Enel em Goiás

Não está totalmente pacificada a situação da Enel em Goiás, mesmo com o acordo assinado ontem entre Caiado e a empresa, considerada a pior do Brasil por cinco anos consecutivos. A promotora Leila Maria Cordeiro acompanha o assunto e diz que pode pedir a rescisão do contrato, segundo entrevista concedida ao jornal o Hoje. Veja
  MP considera pedido de rescisão contratual com Enel
O inquérito aberto pelo Ministério Público para investigar o serviço prestado pela multinacional italiana Enel e o processo de venda da Celg-D poderá ser concluído com a apresentação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o governo estadual e a empresa ou até com um pedido judicial para a rescisão do contrato. As possibilidades foram consideradas pela promotora Leila Maria de Oliveira em entrevista à Xadrez. Ela acompanha de perto o trabalho da CPI na Assembleia Legislativa e pretende usar as provas que serão apresentadas no relatório do deputado Cairo Salim (PROS), a ser finalizado em outubro. “Podemos fazer até o pedido judicial de rescisão, demonstrando os elementos necessários para isso. Ainda não é uma decisão tomada, até porque ainda precisamos conferir as provas que estão sendo colhidas e também os planos da própria empresa”.
Ampliação
Além do atual serviço de distribuição de energia elétrica, o inquérito do MP apura,desde fevereiro, eventuais prejuízos ao patrimônio público com a privatização  da Celg. O negócio foi fechado em 2017, por R$ 2,187 bilhões.
 De frente
Para Leila Maria, a reunião da CPI com o novo presidente da Enel, José Luis Salas, “será fundamental para verificar se a nova presidência tem a intenção de cumprir com o que foi contratado ou não”. Agenda no dia 12 de setembro