Sharmila Rama sofre queerfobia e é vítima de estupro na calçada da Justiça Federal no centro de Goiânia

Sharmila Rama, queer, estudante da UFG, dançarinx , ativista dos Direitos LGBTQI+ , desempregada voltava do Bar Gay Bate Papo,após confraternização da Parada do Orgulho, foi vítima de estupro quando descia na rua 19 , próximo a Justiça Federal . O caso aconteceu no domingo (08 ) , ao se dirigir para a Casa do Estudante da UFG – CEU.

“Fui violentado no domingo, pós parada, ali na calçada da Justiça Federal. Um cara me pegou, me estuprou e me agrediu. Consegui fugir. Achei um amigo que estava vindo da parada. Ele me vestiu, me deu banho e ligou pra minha irmã”.

Ainda segundo a não binária Sharmila tudo foi muito rápido e não conseguiu identificar o homofóbico e transfóbico. Vinicius passa bem, foi atendido pelo CAIS do SUS .

O advogado Liorcino Mendes  acompanhou Sharmila no registro do boletim de ocorrência no primeiro Distrito Policial da Capital.
Desde o início do governo Bolsonaro tem crescido muito o ódio, preconceito, discriminação e violência contra a população LGBTQI+ . Bolsonaro faz pregações diárias contra as LGBT e a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos desmonta o Conselho contra a discriminação, a conferencia do segmento e todas as políticas de direitos humanos da população LGBTQI+.

A Associação da Parada de Goiânia que organizou a manifestação social e política , com outras ONG no domingo, pede que a Câmara Municipal aprove o Conselho contra a discriminação e que a Prefeitura crie um comitê de combate contra a LGBTIfobia, além de montar um SOS LGBTQi+ com número fácil de whats App e fone, psicólogxs, advogadxs e Assistentes Sociais para prestar socorro.

A Associação da Parada sugere ainda que a Prefeitura promova a colocação de toda fiação aérea , de forma subterrânea, troque a iluminação do centro por LED e instale câmeras de segurança monitoradas 24 horas, pelo pessoal da segurança pública, para reduzir a violência na região central.

Isabel Cristine, presidenta da Associação da Parada de Goiânia informa que a 25 ª edição da manifestação , no ano que vem , será realizada em 28 de Junho de 2020, dia do Orgulho LGBTQI+ das 8 as 18 horas, como forma de garantir segurança e dar mais visibilidade a luta e a diversidade sexual da capital de Goiás.
Serviço

Queer é o termo empregado para pessoas não binárias .