Sem diálogo com governo Caiado, médicos e enfermeiros pedem socorro no Hugo

O Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) e o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Goiás (SIEG) agiram de forma conjunta na tarde desta segunda-feira (23/9). Foi realizada uma ronda sindical no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), que sofre com incertezas administrativas, levando os profissionais da saúde a trabalhar superando o limite de suas condições éticas e profissionais.

O reconhecimento desses profissionais, no entanto é inversamente proporcional às estatísticas favoráveis. Cada vez mais, médicos e enfermeiros são contratados com salários menores e carga horária maior, gerando maiores índices de esgotamento (Síndrome de Burnout), demissões e alimentando um ciclo vicioso que só prejudica a saúde do cidadão.

Afastamentos sem garantias de direitos trabalhistas e maior rotatividade de profissionais impactam negativamente na resolutividade da assistência do paciente. Todo cidadão é passível da necessidade da assistência ali prestada. Há um entristecimento por ver todo um trabalho de anos ser prejudicado pela troca de Organizações Sociais, uma vez que o INTS não vem estabelecendo diálogo com o servidor atual.

A ronda sindical no Hugo, promovida pelo SIMEGO e SIEG, identificou a aflição dos médicos e enfermeiros vinculados a esse hospital. Tal aflição se faz pela percepção de que a equipe que ali atua apresenta alta qualificação e experiência para execução dos serviços de altíssima complexidade. Muitos estão atuando há anos nos mesmos setores, gerando uma automação e redução do risco de erro uma vez que tais profissionais se tornam altamente experientes nas conduções dos mesmos casos complexos, mas tudo pode se perder sem diálogo.