Mesmo com Caiado de volta ao gabinete após afastamento para tratamento de saúde, palácio está às moscas e vive dias de feriado

Era de se esperar que o retorno do governador Ronaldo Caiado (DEM) ao gabinete (evitamos aqui, propositalmente, a expressão “de volta ao trabalho”) provocasse reboliço e muitos pedidos de audiência com mandatário máximo do Estado no Palácio Pedro Ludovico (PPL), sede do Poder Executivo.

Não é o que vê quem circula pelos corredores do 9.º e do 10.º Andares do PPLT, onde está instalada a Governadoria, na manhã desta quarta-feira, 16. Quem esteve no prédio disse que ali, onde está o gabinete de Caiado, as poucas vozes presentes provocam eco, ouve-se o barulho de moscas solitárias voando e há paz suficiente para um cochilo nas poltronas confortáveis da recepção do poder.

Tempos muito diferentes dos vividos quando Marconi Perillo era governador, quando o PPLT e o Palácio das Esmeraldas eram espaços públicos abertos à população e centro das grandes reuniões e eventos que definiam os rumos do Estado. Com Caiado, os palácios viraram mausoléus.