Caiado endurece discurso com usineiros: “Os senhores já viram segurança jurídica no caos?”

O governador Ronaldo Caiado (DEM) disse, durante evento de apresentação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma estadual da Previdência, na tarde desta segunda-feira, 28, que não é possível garantir segurança jurídica quando não há forma de pagar os servidores públicos e inativos do Estado. A fala foi em referência aos usineiros que cobraram a manutenção dos 60% de alíquota para o álcool anidro praticado em Goiás.

“Eu posso garantir a vossas senhorias que se vocês adquirissem uma usina com 160 mil funcionários, sem direito a demissão, com a dívida, hoje, estruturada, e atual, de R$ 6,1 bilhões como é que vocês administrariam ela?”, perguntou Caiado ao relatar conversa que teve com usineiros goianos na semana passada. “Os senhores já viram segurança jurídica no caos?!”, indagou.

O governador afirma que é preciso tomar medidas preventivas para o Estado não entre em colapso, por isso precisa revisar a maneira como concede os incentivos fiscais. Ele cita o esforço que fez para pagar a dívida da folha de pagamento herdada do governo anterior, para evitar que caísse numa situação “de caos, de desordem social, de desobediência civil instalada”.

Caiado solicitou aos empresários, servidores e população o compromisso com o Estado como um todo, independente da filiação partidária. “Meu único objetivo como governador do Estado é prestar conta de cada centavo a cada um de vocês. Quero sair daqui e conviver com vocês com a certeza que usei a prerrogativa de governador para fazer as mudanças estruturantes para que o Estado volte a ser capaz de investir para o seu povo”, disse.