Proposta da reforma de Caiado na Previdência causa indignação nas entidades de servidores

A proposta da reforma de Caiado na Previdência causou indignação entre as entidades sindicais. Durante reunião realizada nesta terça-feira (29), no auditório Sólon Amaral da Assembleia Legislativa, o Sindsaúde, Sintego, Sindipúblico e outras entidades e associações que compõem o Fórum do Servidor repudiaram as mudanças e articularam com parte dos parlamentares uma reação ao projeto.

“A proposta é absurda! Ao mesmo tempo em que querem nos impor uma alíquota extra de 8%, tentam retirar do servidor o direito à gratificação de quinquênio. Em Goiás, o trabalhador está há nove anos sem data-base, não pode contar com o próprio plano de carreira e ainda paga a alíquota previdenciária mais alta desse país. Não é assim que se valoriza o funcionalismo”, protestou a presidenta do Sindsaúde, Flaviana Alves.

Na ocasião, os deputados estaduais Adriana Accorsi (PT), Claudio Meirelles (PTC) e Major Araújo (PSL) manifestaram apoio aos trabalhadores. Meirelles, que ocupa o cargo de 1º Secretário, se comprometeu em não realizar a leitura do projeto até que a questão seja amplamente debatida. Uma audiência pública também ficou agendada para o dia 6 de novembro, às 14h, no mesmo local.

Para o vice-presidente do Sindsaúde, Ricardo Manzi, é preciso esclarecer a veracidade dos dados apresentados pelo governo que apontam déficit no Fundo de Previdência e se a contrapartida do Estado tem sido regular. Obrigatoriamente, ela deve ser o dobro da contribuição do servidor, ou seja, 28,5%.