EDITORIAL Depois de acusado de coveiro do Fica, Edival Lourenço ganha a pecha de censor oficial do caiadismo em Goiás

O escritor Edival Lourenço faz um gestão pífia à frente da secretaria estadual de Cultura, que foi recriada no governo Caiado para dar brilho e incentivar a produção cultural de Goiás. Passado quase um ano de governo, Lourenço não disse até hoje a que veio, realizando uma gestão apagada e muito aquém das suas possibilidades intelectuais – se é que as tem.

Secretário decorativo e sem voz ativa no governo, ele não só deixou de apoiar a produção cultural, como acabou com eventos importantes que projetavam o estado no país e até no mundo, como o FICA.

Não é à toa que é chamado de coveiro do FICA.

Agora, contudo, Lourenço se superou e censurou o show que o cantor e compositor Itamar Correia faria no Teatro São Joaquim, na Cidade de Goiás, alegando que o espetáculo teria “viés político”.

Ora, tudo em cultura tem viés político, a não ser para mentalidades tacanhas e atrasadas, como parece ser o caso de Lourenço.

Travestido de censor oficial do caiadismo, o secretário de Cultura acumula à sua biografia verbetes que nenhum intelectual brasileiro gostaria de agregar.

Pobre Goiás que tem um coveiro e um censor como titular da pasta da Cultura.