Anápolis: depois de 12 meses de trabalho intenso, obra da erosão da Vila Formosa atinge fase final

Depois de 12 meses de trabalho intenso, a obra da erosão da Vila Formosa atinge sua fase final. Pavimentação, meio-fio, calçadas e bocas de lobo estão na mira dos cerca de 30 funcionários que trabalharam ao longo de todo o projeto. Foram investidos R$ 6 milhões de reais para solucionar em definitivo um problema crônico, que ameaçava engolir casas e ruas de um dos bairros mais tradicionais da cidade.

A entrega da obra será ainda neste ano e vai até remodelar a mobilidade do local. “Isso aqui está uma maravilha, a gente nem lembrava mais como era isso aqui antes desse buracão”, diz a aposentada Márcia de Souza – apontando para a pavimentação da rua que está ocorrendo no local.

A obra tem 90 metros de extensão, com 16 degraus de queda d´água e 845 metros de dreno profundo. “Nós vamos captar toda a água e canalizar, assim o solo não vai mais ficar saturado”, diz a engenheira civil da empresa responsável pela obra, Stephanie Mendes.

Tanto a erosão em si quanto as várias intervenções infrutíferas estão marcadas na memória dos anapolinos. “Valores expressivos já foram gastos aqui e nunca teve uma obra com tanta qualidade, bastava começar o período chuvoso para começar o drama das famílias”, ressalta o prefeito Roberto Naves.

O mestre em engenharia civil e docente do curso no Instituto Federal Goiano (IFG) nas áreas de hidrologia e hidráulica, Frederico Aleixo, 41 anos, se recorda da erosão da Vila Formosa desde criança. “Em se tratando de drenagem urbana, ou se caracteriza de modo preciso a vazão e as características físicas do terreno por onde ela escoa e se concebe um projeto adequado ou é melhor nada fazer. E o que foi feito agora, realmente, atende às boas práticas de gestão de águas urbanas” explica.