Dois primeiros anos de Caiado no governo foram para o ralo. Mandato parece ter sido atingido mortalmente pela pestilência da Covid-19

Com o primeiro ano perdido por inexperiência administrativa e a crise do coronavírus inexoravelmente inviabilizando o segundo ano de governo, o cenário do mandato Ronaldo Caiado não é nada animador em Goiás.

As estimativas da arrecadação estadual para os próximos meses são as piores possíveis e apontam para uma redução drástica de 50%. O temor no governo é que não haja dinheiro já neste mês para pagar a folha de pagamento do funcionalismo.

Para completar, Caiado entrou em rota colisão com o presidente Jair Bolsonaro, o que deve mandar para as calendas o esperado e tão implorado socorro financeiro do governo federal a Goiás, mesmo porque também não há dinheiro em Brasília.
E mais: em abril termina o prazo da suspensão do pagamento das dívidas do estado com os bancos oficias, garantido por liminar do ministro do STF, Gilmar Mendes. Com a liminar vencida, o Tesouro Nacional vai cobrar a conta de Caiado: o valor beira a R$200 milhões por mês e, somando as parcelas não honradas, chega-se a um total R$1,2 bi.
Para piorar, o país deve entrar em recessão, com a economia submetendo-se a um PIB negativo.
O governo Caiado lembra muito o governo Santillo, ferido de morte com a crise do Césio-137. Só com uma diferença: a crise do coronavírus é infinitamente maior.
Em suma, é bom Caiado segurar as calças: o seu mandato de governador parece ter ido para as cucuias nas asas da pestilência da Covid-19.