Sandro Mabel diz que novo decreto de Caiado foi político, e não técnico: “Decepção total”

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, criticou o decreto, que mantém fechado o comércio e as atividades não essenciais na indústria.

“Esse decreto foi uma frustração para nós, sem tamanho. Nós achamos que, com esse problema todo que a gente tem na economia, precisa-se andar junto economia, saúde”, afirma.

Sandro Mabel criticou também o fato de o governo não ter dado a importância esperada para uma plataforma criada pela Fieg, IEL e Fecomércio. Se utilizada, a ferramenta permitiria que o governo abrisse comércios onde não houvesse registro da doença e, da mesma forma, fecharia a qualquer momento em situações de casos confirmados de covid-19.

Após anúncio do decreto, Caiado explicou que o Estado, em parceria com, Universidade Federal de Goiás (UFG) e Instituto Mauro Borges, está trabalhando para implantar métodos capazes de impedir que o Estado de Goiás caminhe para um quadro grave de disseminação da pandemia.

“O esforço que nós gastamos, a inteligência intelectual que nós usamos, os recursos que nós pusemos a mais para poder rodar essa plataforma, como computadores, nuvens. O que me parece é que eles pegaram a ideia”, afirma. “O que está parecendo é que eles vão fazer uma cópia da nossa plataforma”, complementa.

Ainda de acordo com Sandro Mabel, o novo decreto do governo foi político, e não técnico, e apontou divergências entre a nota técnica divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) e o decreto. “Não se trata de um decreto técnico, se trata de um decreto político. Resolveu-se que Goiás vai arrebentar economicamente para fazer uma coisa que a parte técnica não está recomendando”, avalia. “Para nós é uma decepção total”, acrescenta.

O presidente da Fieg voltou a dizer que teme uma reabertura sem controle do comércio no estado. “Acho que as pessoas vão começar a abrir, como já estão fazendo, meio de qualquer jeito”, analisa.

O presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás, Marcelo Baiocchi, disse que o novo decreto não permitiu avanços à indústria durante a pandemia.

“Manteve restrição da indústria, exclusivamente aquele que estão trabalhando para suprir a cadeia produtiva de alimentos, saúde e serviços básicos”, conclui.

Ciente das reivindicações da classe empresarial, o governador sinalizou, durante entrevista coletiva no Palácio das Esmeraldas, que pode haver novas flexibilizações nos próximos dias. “Quanto à área econômica temos sensibilidade, sabemos da importância dela. Mas ela realmente será gradualmente liberada”, apontou.