Blog Poder em jogo: PF adiou operação contra Bolsonaro, mas não fez o mesmo com Marconi

No blog Poder em jogo, a jornalista Tainá Borela comenta a denúncia de Paulo Marinho à Mônica Bergamo, da de S. Paulo: Polícia Federal adiou operação contra Bolsonaro, mas não fez o mesmo com Marconi.

Confira:

 

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Argumento de que atrapalharia o resultado das eleições não foi o mesmo usado na operação que prendeu o ex-governador Após a entrevista do empresário Paulo Marinho à colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo, que revelou um suposto vazamento de uma operação do Policia Federal ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente Jair Bolsonaro em outubro de 2018, antes das eleições presidenciais, o assunto se tornou o mais comentado no Twitter e procurado no Google nesta segunda-feira (18). . À Folha, Marinho contou que Flávio teve acesso a Operação Furna de Onça, que investigava um suposto esquema de rachadinhas no gabinete de Flávio, quando ele era deputado estadual no Rio de Janeiro. Um delegado da PF, simpatizante da família Bolsonaro teria vazado o esquema da operação ao filho do presidente. Suplente de Flávio no Senado, Marinho, que hoje está rompido com os Bolsonaro, era muito próximo ao clã na época. A PF adiou a operação na época. De acordo com o relator da Furna de Onça, o juiz federal Abel Gomes, o processo de investigação foi adiado para não interferir no resultado das eleições presidenciais. Em nota, Abel escreveu que "a operação poderia suscitar ideia de uso político de uma situação que era exclusivamente jurídico-criminal". . O mesmo argumento para adiar a investigação contra a família Bolsonaro, não foi usado pela PF para deflagrar a Operação Cash Delivery, que prendeu o ex-governador Marconi Perillo (@marconiperillo), 15 dias antes das eleições para o governo em Goiás. Na época, Marconi disputava uma vaga no Senado e tentava eleger o seu sucessor no governo, o então governador José Éliton (PSDB). . No dia 28 de setembro, dias antes da prisão do ex-governador, além de checar endereços do tucano, agentes também prenderam Jayme Rincon, coordenador de campanha de Éliton contra o atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que na época fazia parte do grupo de apoio a Bolsonaro. (Por redação do Mais Goiás)

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