Por causa de Caiado, shoppings, lojistas e donos de bares e restaurantes estão quebrando

Lojistas dos shoppings de Goiânia denunciam que estão na lona e, se não reabrirem seus comércios imediatamente, não terão como manter suas empresas.

Os shoppings não estão cobrando aluguel, mas os lojistas estão descapitalizados, sem capital de giro, e temem, como terão de demitir, enfrentar ações trabalhistas em cascata.

Ao menos uma loja âncora do shopping Flamboyant, a Livraria Saraiva, terá dificuldades de se manter, ainda que a praça de Goiânia seja considerada uma das melhores do país. Em outros shoppings, inclusive em Brasília e São Paulo, a rede fechou várias unidades e está demitindo funcionários. Há quem aposte que a Livraria Leitura vai acabar se instalando no Flamboyant. Hoje, os lançamentos chegam primeiro à Leitura, e não na Saraiva, que perdeu credibilidade junto às editoras.

Os restaurantes também estão com problemas. Alguns estão funcionando, mas não numa escala considerada lucrativa. O Coco Bambu reduziu seu cardápio ao mínimo, continua vendendo comida para entrega, mas o faturamento caiu, e muito.

Os cinemas passam por uma crise gigante. E, quando voltarem a funcionar, terão dificuldade para conquistar público em larga escala, ou seja, de maneira que possa manter todas as salas em funcionamento.

Os lojistas sugerem que aceitam regras como distanciamento, portanto menos clientes em suas dependências. Mas, clamam, precisam abrir as portas. Com urgência. Nenhum deles gosta de falar em quebradeira, até para não enfrentar problemas com fornecedores e com a direção dos shoppings, mas, privadamente, admitem que a situação da maioria, principalmente dos pequenos e médios lojistas, é “lamentável”. Um lojista pondera: “As feiras livres, altamente lotadas, são, na verdade, mais perigosas, em termos de contaminação, do que os shoppings”.

Os lojistas avaliam, por fim, que, quando os shoppings começarem a funcionar, a frequência, por receio da pandemia, será menor.