Beber leite em público é ritual da extrema-direita dos EUA que bolsonaristas copiam

DCM – Quando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) bebeu de um copo de leite durante uma live na última quinta-feira (28), afirmando ser parte de uma campanha do agronegócio pelo aumento do consumo do produto, não tardou para que se apontasse a proximidade do ato com a simbologia utilizada pela direita supremacista dos EUA em relação ao alimento. Os núcleos bolsonaristas reagiram com veemência e sarcasmo, alegando desconhecer quaisquer teorias eugenistas que envolvam leite de vaca. Tais teorias – e também o consumo de leite em público como ato supremacista – porém, existem de fato e já entraram para a cultura política da extrema-direita dos Estados Unidos.

Beber leite puro em público ou em vídeos na internet é um ato da chamada alt-right supremacista norte-americana – ativistas e entidades de extrema-direita de cunho fascista – que passou a ser debatido nos Estados Unidos em 2017. Foi quando teorias pseudocientíficas que ligam o maior consumo histórico do produto na Europa e na América do Norte à “supremacia natural da raça branca” vieram a público através de páginas da extrema-direita na internet. Os supostos estudos também afirmam que somente “pessoas de raça branca” possuem alta tolerância à lactose, estando aptos, portando, a tomar mais leite.

Em fevereiro de 2017, um grupo de neonazistas realizou uma espécie de flashmob bebendo leite direto de galões em frente à câmera de uma ativista de direitos humanos dos Estados Unidos que fazia uma transmissão ao vivo pela internet. Veja abaixo.