Ipasgo teve 1 ano e meio no governo Caiado para fazer concurso e agora quer contratar 360 terceirizados a peso de ouro

O Ipasgo teve um ano e meio no governo Caiado para realizar concurso público e preencher os cargos necessários ao seu bom funcionamento, mas não fez nada. Agora, em plena pandemia e com o Estado em situação financeira difícil, abriu licitação no valor de R$ 38 milhões por 12 meses para contratar empresa e terceirizar mão de obra de 360 assistentes administrativos e analistas de desenvolvimento de sistema.

É isso mesmo, leitor: 360 terceirizados com salários de até R$ 7,6 mil sem concurso público, o que permite que o instituto vire cabide de empregos de apaniguados políticos.

E mais ainda: segundo cláusula inserida no edital, o contrato de 12 meses poderá ser prorrogado por mais 60 meses, valores reajustados atingiriam R$ 200 milhões. É muito dinheiro.

É bom o Tribunal de Contas do Estado examinar com lupa a licitação, sobretudo porque ela sugere descaradamente, entre outras irregularidades, burla de exigência de concurso público.

Tem coelho graúdo escondido neste mato.