Herança da gestão de Vanuza Valadares: permissionários denunciam surto de casos de coronavírus na Ceasa

Permissionários da Central Estadual de Abastecimento de Goiás (Ceasa) contestaram a informação de que sete trabalhadores do local estariam contaminados com o coronavírus (Covid-19). Eles afirmam que o número não para de crescer, sendo de 13 pessoas somente em um depósito, e que a central não está tomando medidas para evitar a disseminação.

É preciso esclarecer que os depósitos estão alocados dentro da central. Desta forma, todos que vão ao local passam por ali, o que justifica os pedidos de medidas de fiscalização por parte dos permissionários.

Os dados oficiais foram, recentemente, repassados pela Ceasa à imprensa. O órgão afirmou que existem muitas informações recebidas de maneira informal, que não são confirmadas. Alguns permissionários, entretanto, ressaltam que muitas pessoas têm medo de represálias e que a administração está preocupada em manter o local funcionando.

Uma das permissionárias, que não quis se identificar,  contestou a informação da administração da Ceasa, de sete contaminados. Em entrevista ao Mais Goiás, ela afirmou que teve que fechar as portas do seu estabelecimento, porque quase todos os seus funcionários foram infectados.

“Só na minha empresa foram 13 infectados. Temos os resultados aqui.Nós temos aquele depósito há 40 anos e nunca tivemos que fechar as portas. Isso não é brincadeira. A gente também pegou o vírus e contaminou as outras pessoas da família. Aqui em casa duas pessoas já estão hospitalizadas e com respirador. Não desejo isso para ninguém”, afirmou.

Além disso, ela afirma que a Ceasa não está tomando as medidas necessárias para conter a disseminação do vírus e que pessoas com mais de 65 anos continuam circulando livremente pelo local. “Eles começaram a medir a temperatura de quem entra, mas só nesta terça, depois que eu informei que havia testado positivo. Mesmo assim, eles só fazem nas pessoas que chegam entre as 3h e às 6h da manhã. Quem trabalha no administrativo não passa por essa medição”, ressaltou.

A permissionária afirma ainda ter recebido mensagens da administração. “Recebi ameaças de represália. Quiseram conversar e depois disseram que nós precisávamos deles”, completou.

Angélica Marques de Souza também é permissionária e foi infectada pelo vírus. Ela está afastada desde o dia 22 e afirmou que a Ceasa não está dando a devida importância para o caso.

(Com informações do site Mais Goiás)