MISTÉRIO Caiadogate: quem é o Eurípedes citado por Jorjão Caiado no áudio bomba contra Rodney Miranda?

“Você é um bandidinho safado, eu não sou o Eurípedes não, quebro sua cara”, disse Jorge Caiado, o Jorjão, em um trecho do áudio-bomba se dirigindo ao ex-secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda.

Duas perguntas surgiram com a divulgação do áudio-bomba: quem é o Eurípedes? Que episódio foi esse envolvendo o Eurípedes e Rodney?

Existem dois Eurípedes conhecidos na vida de Caiado: Eurípedes Barsanulfo e Eurípedes do Carmo.

O segundo foi prefeito de Bela Vista é irmão do senador Luiz do Carmo e e estava na presidência da Agehab.

O primeiro, Eurípedes Barsanulfo, tem longa história de convívio com o governador, desde os tempos da UDR. Seu nome apareceu no artigo do ex-senador Demóstenes Torres intitulado: “Ronaldo Caiado, uma voz à procura de um cérebro”.

Em um trecho do artigo, Demóstenes afirmou que Caiado fazia parte do esquema de Carlinhos Cachoeira e é aí que aparece o nome de Eurípedes. Veja:

“Ronaldo fazia sim, parte da rede de amigos de Carlos Cachoeira e era, inclusive, médico de seu filho. Mas não era só de amizade que se nutria Ronaldo Caiado: peguem as contas de seus gastos gráficos, aéreos e de pessoal, notadamente   nas campanhas  de 2002, 2006  e 2010, que qualquer um verá as impressões digitais do anjo caído. Siga o dinheiro.

Caiado não ousou me defender, me traiu, mas, em relação a Agripino Maia, figura pouquíssimo republicana, disse que ele merece o benefício da dúvida. Poucos sabem, mas o político potiguar e seus companheiros de chapa em 2010 foram beneficiados pelo ‘esquema goiano’, com intermediação de Ronaldo Caiado.

Ronaldo Caiado é chefe de um dos mais nocivos vagabundos de Goiás, o delegado de polícia civil aposentado, Eurípedes Barsanulfo, que era o melhor amigo de Deuselino Valadares, o delegado de polícia federal que fez um ‘relato’, segundo a revista Carta Capital, onde me acusava de ser beneficiário do jogo do bicho. Esse relato jamais apareceu oficialmente, mas serviu para que o PSOL dele se utilizasse para representar-me perante o conselho de ética do Senado.”