(Vídeo) Cozinheira denuncia maus-tratos de William Bonner e Fátima Bernardes

“A minha chateação em relação a esse homem é pelo jeito que ele fala com o empregado. O cara chegou ao ponto de dizer que não conseguia entender como os amigos dele iam pra casa dele e iam na cozinha falar comigo. Como assim? Tá com ciúmes dos amigos dele virem falar comigo? Amigo que vem a ser esse Schroder (Carlos Henrique Schroder, na época, diretor geral da Globo). O homem se despencava da sala, vinha pra cozinha falar comigo, a mulher dele também. O cara tinha ciúmes até dos amigos. Ele dizia: ‘porque eu não consigo entender o que você faz que meus amigos vão pra cozinha falar com você’. Eu era fã deles, tinha uma verdadeira adoração por eles e meu chão caiu no mundo”, disse.

Léa contou ainda um outro episódio que, segundo ela, deixou William Bonner indignado. “Fui ao mercado, o motorista deles na época era o João, que foi motorista do Faustão. O motorista não foi me buscar com as compras. Eu fui fazer a infelicidade de pedir carona à uma moça pra me levar até o condomínio deles com as compras. A infeliz da mulher eu não sabia que era conhecida deles”, continuou.

“A filha da p*ta foi lá contar pro William que eu estava pedindo carona na porta do mercado com as compras. Quando eu cheguei na casa ele já tava sabendo da história porque a mulher já tinha ligado pra contar. Eu disse que o João não tinha ido me buscar. Ele disse: ‘eu não quero que você jamais fale para as pessoas que você trabalha pra mim. Não ouse falar que trabalha pra mim. Se eu te mandar embora aqui agora tem um monte aí na frente querendo trabalhar.’ Me esculhambando mesmo, me colocando bem pra baixo. O homem virou uma fera. Só faltou dar na minha cara dentro da casa”, acrescentou.

“Vendo a Fátima entrevistar a mãe do Miguel, vi ela chorando, fazendo caras e bocas… Fiquei aqui pensando: será que ela lembra que eu, que era cozinheira dela, salvei o filho dela de ser queimado? Acho que ela não lembra. Podia ter deixado o garoto se queimar todo. Pelo contrário, só recebi desaforo do marido dela. Ele se viu ofendido, achou que eu chamei o filho dele de cachorro porque eu pedi pra colocar uma portinhola na cozinha. Então eu, a pessoa que é preta, podia ter deixado o filho da patroa se ferrar, mas não. Eu atravessei na frente da panela pro Vinícius não se queimar”, disse.