BOMBA NA GOINFRA – Áudio vazado do diretor de obras, Aloísio Almeida, revela arbitrariedade e perseguição de Pedro Sales e Caiado

Como nominar alguém que em um dia afirma algo e no outro dia desdiz o que afirmou? E o que dizer do servidor que aprova a obra, com elogios, e na hora de pagar muda de conversa – e é flagrado em áudio combinando com o assessor do presidente sobre como fazer para desaprovar o que ele mesmo aprovou – por pura perseguição e vontade política de seus chefes? Pois isto é o que parece estar acontecendo na calada da noite nos corredores da Goinfra.

O diretor de Obras, Aloísio Augusto de Almeida, aprovou o “despacho 029/2017-SCI” com letras em negrito com os seguintes dizeres sobre a conclusão da pavimentação da GO-230 entre Mimoso/GO e Agua Fria/GO: “entende-se que estão em conformidade as providências realizadas”.

Já no despacho 555/2020 – DOR – 06105 o mesmo Aloísio vai contra tudo o que ele afirmou durante a obra, e em uma apuração de valores monta um processo, “dossiê do calote”, para não pagar quem fez a pavimentação, a empresa Terra Forte Construtora LTDA, que por sua vez gastou tudo o que tinha para comprar da brita ao piche asfáltico, pagou funcionários, horas extras e maquinários. Como assim, não receber?

A explicação de tudo isso veio à tona em um áudio que vazou na Goinfra onde Aloísio explica para Pedro Paulo, homem de confiança do presidente Pedro Sales e do governador Ronaldo Caiado, sobre como proceder para encontrar razões técnicas para um laudo, com o texto escrito no gabinete do presidente, sem vistorias na obra, confeccionado para dar o calote que segundo o próprio diretor no áudio “já teria sido combinado entre Pedro Sales e alguém no Tribunal de Contas do Estado”, e não honrar com o compromisso entre governo de Goiás e Terra Forte Construtora.

A empresa entrou na justiça para receber pela pavimentação e o presidente Pedro Sales fez um pedido de suspensão da liminar concedida a Terra Forte, alegando que o dinheiro da obra quase 100% já realizada faria falta no combate à covid-19. Só que o presidente da Goinfra esqueceu de pesquisar antes para saber que o dinheiro da obra já no caixa do governo é garantido pelo BNDES e não pode ser desviado para outra finalidade. Ou seja: pagar o que deve e terminar os quilômetros de pavimentação para a conclusão, caso contrário o governo de Goiás será obrigado a devolver os recursos para o BNDES.

Nossa reportagem entrou em contato com o diretor de obras da Goinfra, Aloísio Augusto de Almeida, mas ele não quis se pronunciar sobre o assunto. A assessoria de imprensa da Goinfra ficou de enviar uma nota se manifestando, mas até o término da matéria não se pronunciou.

Veja com exclusividade o áudio de Aloísio que vazou e compromete o presidente da Goinfra, Pedro Sales, e o governador do estado, Ronaldo Caiado:

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