Empresário afirma que o presidente da Goinfra faz advocacia administrativa em favor de empresa investigada na Operação Decantação

Não colou a justificativa do presidente da Goinfra, Pedro Sales, sobre a retirada da empresa Terra Forte da fase final da pavimentação de um trecho entre Mimoso/GO e Água Fria/GO, com 85% da obra já concluída.

Ao jornal Opção, a Goinfra informou que um dos motivos da mudança seria uma investigação rígida e acrescentou que a empresa vencedora da licitação teria sido investigada na Operação Decantação.

Porém, a empresa GAE, convocada para concluir a obra, foi denunciada na Operação Decantação.

“Que investigação é essa do presidente Pedro Salles, que está fazendo advocacia administrativa em favor da GAE e contra nós? A GAE além de ser responsável por um dos piores trechos de obras da Goinfra (duplicação da GO-020), foi denunciada e investigada na Operação Decantação, bem como seus sócios Paulo Afonso Ferreira e Jadir Matsury. O CNPJ  da Terra Forte nunca apareceu na Operação Decantação”, afirmou Carlos Eduardo Costa, sócio da Terra Forte.

“Pedro Sales tinha que investigar o funcionário da Goinfra que, como presidente da Tomada de Conta Especial, aprovou e relatou que o nosso trabalho não causou danos ao erário, mas, depois da chegada de Pedro Sales à Goinfra, encarregou-se de procurar defeitos causados pela paralisação da obra, provocada pelo próprio presidente”, disse.

Carlos Eduado arrematou: “Eu alertei ao Pedro Sales que paralisar a obra e deixá-la inacabada por tanto tempo poderia causar danos por intempéries climáticas. Se tem problema no asfalto Pedro Sales é o culpado”.