Omissão de Caiado na crise da covid-19 será cobrada com juros e correção monetária nas urnas

Quando baixou o decreto da quarentena em Goiás, o governador Ronaldo Caiado disse que o objetivo da medida era para “achatar a curva” e ganhar tempo pra montar leitos para quando a situação piorasse e evitar o colapso rede pública de saúde.

Em 100 dias, o governo Goiás não fez praticamente nada nada disso. Não aumentou quantidade de leitos, não treinou equipes, não realizou testes em massa, não equipou os leitos para casos mais graves, não fez  um planejamento para o pós-pico da curva – e por aí vai.

Enfim, Caiado não fez nada e não irá fazer. Por vários motivos:

1. Não há interesse político em fazer.

2. Evita fazer algo para resolver o problema porque o governo federal está bancando os custos dessa pandemia nos estados e municípios.

3. Mesmo com a queda na receita de ICMS e ISS, ainda há repasses bilionários da União para estados e municípios.*

5. O governo estadual está interessado apenas em pagar a folha e manutenção da máquina pública.

E mais: com MP 936, o governo federal ainda está bancando a suspensão e redução de salários dos empregados da iniciativa privada.

Portanto, a situação não cria a necessidade de governador se esforçar para resolver a crise.

Caiado não tem capacidade técnica pra montar um projeto de combate ao coronavírus e de reestruturação econômica.

Está mais perdido que tudo e isso mostra a incompetência e falta de atitude frente `pandemia.

Se não fez nada até hoje em 100 dias, não acredite que fará nos próximos 30, 60, 90 dias.

O discurso de que “o decreto é pra salvar vidas” não cola mais. Se a intenção fosse para salvar vidas, Caiado teria feito o dever de casa.

Uma coisa é certa, essa letargia que toma conta da população vai passar e a conta será cobrada nas urnas e  governantes omissos como Caiado.