OPINIÃO Gilberto Marques Filho é patrimônio do Judiciário goiano: não há até hoje nada que possa macular sua carreira

Conheci Gilberto Marques Filho no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, a arena do Vila Nova, na região leste de Goiânia.

Eu era então um jovem repórter esportivo da TBC e ele, já juiz de Direito, torcedor do Tigrão, sempre cercado carinhosamente pela Nega Brechó e pelo lendário jardineiro do Vila, o famoso Delson.  

Nos jogos, era um torcedor discreto, mas com olhos vivos nas jogadas de Anderson, Luciano Goiano, Donizete, maestro Tim e tantos outros craques comandados pelo treinador Wanderley Paiva.

Há dois anos, reencontrei Gilberto Marques Filho, agora desembargador e presidente do Tribunal de Justiça, para gravar uma entrevista para o Goias24horas.

Foi um bate-papo de 20 minutos. Falamos sobre as crises nas penitenciárias brasileiras, possíveis soluções e, entre outros assuntos, sobre a obra de ampliação e revitalização da sede do TJGO, o Palácio da Justiça Desembargador Clenon de Barros Loyola.

Claro, relembramos também do episódio em que ele foi feito refém de Leonardo Pareja por 6 dias na rebelião do Cepaigo, em 1996.

Gilberto Marques Filho foi corregedor na época da recuperação judicial da  Centroalcool e agiu como sempre agiu na carreira de magistrado: com lisura e correção.

Vejo em Gilberto Marques Filho, um exemplar homem da Justiça – sério, equilibrado e, sobretudo, honesto.

Eu acredito em sua inocência.

Cristiano Silva – Jornalista e editor do Goiás24Horas