Falta de ação de Renato de Castro contra o coronavírus revolta população de Goianésia

A prefeitura de Goianésia tem demostrado como não agir em uma crise de saúde. Renato de Castro, gestor do munucípio, está deixando a população confusa com suas decisões e tem gerado revolta nos moradores locais.
No dia 9 de abril, em uma tentativa de mostrar que o município tinha estrutura suficiente para enfrentar a doença, o secretário de saúde de Goianésia, Hisham Mohamad Hamida, afirmou que o munícipio contava com 15 respiradores. Porém, tratava-se de uma fake news espalhada pela própria gestão da cidade.
A informação foi desmentida pelo prefeito na terça-feira (30). Renato de Castro afirmou que Goianésia conta apenas com cinco aparelhos. Segundo ele, outros cinco foram comprados no mês de abril, mas até hoje não foram entregues. “Foi adquirido no final de abril com a promessa de entrega para maio”, disse.
Mesmo com a compra de cinco aparelhos, a cidade nunca contou com 15, conforme divulgado pelo secretário.
Além disso, moradores relatam dificuldade para realizar exames de covid-19. Segundo relato de Leno dos Santos Gomes, morador da cidade, sua mãe faleceu nesta segunda-feira (29) diagnosticada com covid-19. Ele afirma que a morte dela poderia ter sido evitada caso ela tivesse sido atendida de forma mais responsável.
“Minha mãe faleceu nesta segunda-feira por volta das 17h. Antes disso procuramos atendimento na UPA duas vezes e outras duas vezes no Hospital Municipal e eles sequer tiraram uma chapa. Sendo que meu irmão estava diagnosticado com Covid-19 e teve contato com a nossa mãe”, disse Leno.
De acordo com Leno, durante os atendimentos essa informação foi passada para médicos, mas nada teria sido feito. “Questionamos se não fariam sequer um raio-x e sempre negaram. Na quinta vez que levamos minha mãe à UPA ela já estava em crise com falta de ar, aí sim eles decidiram interná-la”, relata.