Pré-candidato Elias Vaz propõe Conselho de Emergência para a Retomada Econômica

Durante websabatina realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO) nesta quarta-feira (02), o pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PSB, deputado federal Elias Vaz, apresentou a proposta de criação de Conselho de Emergência para a Retomada Econômica, com a participação da sociedade civil organizada, indústria, comércio, instituições de ensino e pesquisa.

Entre as ideias, está a parceria com o Sistema S para a capacitação de mão-de-obra em Goiânia, uma das alternativas para vencer a crise causada pelo coronavírus.

“A situação econômica hoje é como se estivéssemos saindo de uma guerra e é importante preparar os trabalhadores. O poder público precisa dessa parceria, só assim vamos encontrar uma saída mais viável para a crise. O objetivo é planejar estratégias permanentes destinadas a fortalecer a economia goianiense, sobretudo para alavancar ações no pós-pandemia.”, afirma Elias Vaz.

Transporte público
Outra proposta apresentada durante a websabatina foi de um novo modelo de gestão do transporte coletivo, em que o poder público se responsabilize pela arrecadação e faça o pagamento às empresas por quilômetro rodado. “A prefeitura hoje lava as mãos e o transporte se torna uma relação das empresas com os usuários, como se o poder público não tivesse responsabilidade nesse serviço. O transporte coletivo de qualidade é uma questão estratégica. Em nenhum lugar no mundo o trânsito é bom com um transporte público ruim. Não vamos ser omissos”, afirmou.

Elias Vaz também defendeu a estruturação da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) e a implementação de subsídios, como o parquímetro, garantido por lei aprovada na gestão de Pedro Wilson e que nunca foi aplicado em Goiânia. “O sistema de área azul não funciona, é totalmente ultrapassado e prejudica o comércio na região central e em Campinas. Apresentei uma emenda na Câmara de Vereadores para que o recurso do parquímetro seja destinado a melhorias do transporte coletivo, mas nunca houve vontade política de implantar esse sistema”.

Código Tributário
Elias Vaz afirmou que é necessário atualizar o Código Tributário de Goiânia, que deve servir não só como ferramenta de arrecadação, mas como instrumento de organização da cidade. “Vou dar um exemplo. O Código atual expulsa os empresários do centro porque as alíquotas cobradas são muito altas e a região está sofrendo um processo de decadência. Isso precisa ser resolvido”.
O deputado também ressaltou que vai trabalhar na Câmara Federal por um sistema tributário mais justo e pela revisão do pacto federativo. “Hoje tem empresário usando dinheiro de capital de giro para pagar imposto enquanto banqueiros são cheios de privilégios. Também é preciso resolver a questão do pacto federativo, que destina a menor fatia do bolo tributário para os municípios, que têm a maior arrecadação”.

Gestão moderna
O pré-candidato enfatizou a importância de modernizar e de tornar mais eficiente a gestão da capital. “O Município tem em torno de 40 mil servidores e as políticas públicas não funcionam. É culpa dos servidores? Não! É um problema sério de gestão ineficiente. Goiânia precisa de um choque de gestão, a gestão ainda está no século passado, precisamos entrar no século 21”. Como exemplo de problema, ele citou a ação da Comissão de Especial de Inquérito instalada na Câmara Municipal em 2017 para apurar irregularidades na Saúde e que identificou 10 aparelhos de raio-X novos encaixotados no almoxarifado enquanto a prefeitura mantinha contrato com uma empresa terceirizada que alugava equipamentos antigos e danificados para as unidades de saúde.

Elias Vaz destacou que a experiência de 18 anos como vereador será determinante na administração municipal. “Sei onde estão os principais gargalos e tenho propostas eficientes para a solução dos problemas. Todo o empenho que tive como vereador na fiscalização do dinheiro público será o mesmo à frente da prefeitura e vai garantir que o orçamento do Município, de quase R$6 bilhões, seja utilizado na execução de boas políticas públicas para a sociedade”.