Com erros de marketing, candidatura artificial de Vanderlan naufragou

O empresário e senador Vanderlan Cardoso (PSD) perdeu mais uma eleição para prefeito de Goiânia. Em 2018, ele foi eleito senador com votação maciça e garantiu oito anos de mandato em Brasília. Mas, lançou uma candidatura, que podemos chamar de “artificial”, após Iris Rezende se aposentar da vida pública. Animado porque seu nome aparecia bem nas pesquisas, Vanderlan atropelou a pré-candidatura do colega de partido Francisco Júnior e se lançou no pleito.

Nas primeiras pesquisas, seu nome estava à frente de Maguito, mas logo os questionamentos começaram: por que abandonar seis anos de mandato no Senado para ser prefeito de Goiânia? Não havia prometido ficar em Brasília e defender os interesses de Goiás?

A campanha se desenrola e o já famigerado áudio da cueca vem à tona. Vanderlan defendendo com unhas e dentes um colega senador que escondeu dinheiro na cueca e no meio da bunda. Tentou corrigir e ficou pior. Seu marketing, comandado pelo jovem Maurício Coelho, nunca soube a direção certa.

Para piorar tudo, questionou de forma agressiva e indelicada a situação de Maguito. Afirmou que Daniel Vilela e a campanha do MDB estavam escondendo o real estado de saúde do candidato Maguito. Seu jeito irritado, agressivo e até maldoso de questionar a saúde de um homem debilitado se espalhou pelas redes sociais.

Vanderlan ainda tentou consertar, mas já era tarde. Sua candidatura nunca foi genuína; soou sempre como algo artificial, forçado. Acabou naufragando.