Juiz manda prender dono de instituto de pesquisa em Goiânia

O juiz eleitoral Pedro Henrique Guarda Dias, decretou a prisão preventiva de Márcio Rogério Pereira Gomes, proprietário da empresa IPOP CIDADES E NEGÓCIOS EIRELI, por produção de divulgação de pesquisas eleitorais fraudulentas.

A empresa mantinha fachada de regularidade formal nas publicações, porém ocultava vantagens econômicas obtidas e dos reais patrocinadores do crime, ou seja os candidatos que pagavam por essa pesquisas. Márcio foi preso neste sábado, 19, em Goiânia e responderá por produção e divulgação de pesquisas fraudulentas, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Na argumentação da denúncia feita pelo Ministério Público Eleitoral, consta que foi identificada uma sofisticada associação criminosa criada com o propósito de produzir e divulgar pesquisas eleitorais fraudulentas, sendo estas objeto de comercialização com candidatos a cargos políticos em diversos municípios goianos, contando com técnicas de ocultação da origem e do patrimônio auferido.

Além de Marcio Rogerio foram denunciados: Lúcia Fernandes Pacheco Pires, Priscila Pacheco Pires Rodrigues, Ana Paula Soares Dourado, Joaquim Barbosa Filho, Andréia Lins Depollo e Iolanda Holiceni Moreira dos Santos. Lúcia é companheira de Márcio e Priscila enteada. Os demais são os prefeitos e prefeitas de Alvorada do Norte, Buritinópolis, Damianópolis e Mambaí.

Os indiciados têm prazo de 10 dias para apresentarem defesa. Marcio foi o único preso por já ter respondido processo penal e o MPE diz que a prisão é necessária para impedir que o agente perturbe ou impeça a produção de provas, ameace testemunhas ou tente, de qualquer forma, turbar a apuração dos fatos e o andamento da persecução criminal, privilegiando a busca da verdade real, sendo sua liberdade.