Paulo Garcia debocha do Ministério Público e não leva recomendação alguma a sério

A ação ajuizada pela promotora Fabiana Zamalloa contra o prefeito Paulo Garcia (PT) por ato de improbidade resulta da relutância interminável do prefeito em acatar a recomendação do Ministério Público para que o contrato com Instituto Cidades seja cancelado. Essa, no entanto, não é a primeira vez que Paulo zomba do MP. Também não é a primeira vez que a prefeitura tensiona, ao máximo, a sua relação com a promotoria.

Para Paulo Garcia, Ministério Público e risco n’água sempre foram a mesma coisa.

Alguns exemplos rápidos: Paulo ignorou recomendação para que a maternidade Dona Iris tivesse o nome trocado. Ignorou recomendação para que as mudanças no Plano Diretor fossem discutidas com mais seriedade antes de serem sancionadas. Ignorou recomendação para que ampliasse o mandato dos conselheiros tutelares. Ignorou recomendação para que os companheiros ficha suja da prefeitura fossem sumariamente afastados.

Paulo flerta perigosamente com tendências autoritárias. Não aceita o contraditório e nunca reconhece o erro.

Perto de tantos outros atos absurdos por ele já praticados, zombar do MP é fichinha.