Deu no blog do Jarbas, no Pop: quadro eleitoral é imprevisível em Goiás

Veja comentário de Jarbas Rodrigues publicado no seu blog hospedado na página da interna de O Popular:

Quadro eleitoral imprevisível em Goiás

As definições para 2014 passarão, principalmente, pelo governador Marconi Perillo e pelo PMDB. A base aliada trabalha com única perspectiva: candidatura a reeleição do governador, que só deve bater o martelo depois de avaliar a repercussão na sua imagem das obras a serem inauguradas até o primeiro trimestre do ano que vem e das reformas administrativa e do secretariado a serem realizadas no final deste ano. Tudo indica que Marconi Perillo, de fato, não será candidato ao Senado ou para a Câmara dos Deputados. Portanto, teria até junho para decidir se vai disputar a reeleição. Existe a opção do vice-governador José Eliton (PP) ser o candidato da base, mas esta seria maior caso ele assumisse o governo em abril com uma desincompatibilização do governador.

No PMDB existe a disputa interna entre o ex-prefeito Iris Rezende e o empresário José Batista Júnior pela vaga de candidato a governador. Iris tem o comando do partido e atua fortemente nos bastidores para ser candidato, apesar de nunca ter revelado seu desejo publicamente. O empresário foi para o PMDB para ser candidato a governador e trabalha para conquistar o apoio de prefeitos e deputados do partido. Nenhum demonstra vontade de recuar e o maior risco hoje é de que um racha enfraqueça o partido para a campanha.

O PT pode ocupar a vice na chapa encabeçada pelo PMDB ou lançar candidato a governador. No primeiro caso, um nome cotado é o do prefeito Paulo Garcia (Goiânia), caso Iris Rezende seja candidato a governador, repetindo a dobradinha de 2008 para Prefeitura de Goiânia. Já o prefeito Antônio Gomide é citado para uma candidatura ao governo, o que dependeria do PMDB não conseguir lançar uma candidatura viável.

A terceira via comandada pelo empresário Vanderlan Cardoso (PSB) e pelo deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) é a que, em tese, menos depende das decisões na base do governador Marconi e do PMDB. Mas o PDT, por exemplo, não é certeza de que continuará nesta aliança, podendo apoiar a chapa do PMDB-PT. O maior desafio para a terceira via é ganhar musculatura, como estrutura de campanha (recursos) e tempo para o horário eleitoral. Este grupo contou em 2010 com o apoio do então governador Alcides Rodrigues (PP). Para 2014 dificilmente terá apoio do governo federal, do estadual, das maiores prefeituras goianas nem de uma ampla bancada parlamentar.

Embora o cenário é de três chapas na disputa ao governo de Goiás, este quadro deverá ser definido apenas no segundo trimestre de 2014, quando se saberá como ficou a redistribuição de forças entre os partidos (com as filiações até setembro) e quem deixará cargos no Executivo (desincompatibilizações até março). Além, claro, se o governador Marconi terá recuperado sua imagem e como o PMDB terá decidido quem será seu candidato ao governo.