terça-feira , 23 junho 2026
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Metrópoles: mensagens em celular de advogado morto apontam troca de favores na Justiça goiana; nome de Caiado aparece ‘barganhando cargos’

Seguem trechos da matéria exclusiva do site Metrópoles:

A quebra do sigilo telefônico dos aparelhos celulares dos advogados Marcus Aprígio Chaves e Frank Carvalhães, ambos assassinados dentro do escritório em que trabalhavam, em Goiânia, em 28 de outubro de 2020, revelou suposto esquema de tráfico de influência e troca de favores dentro do Poder Judiciário de Goiás.

Em conversas obtidas com exclusividade pelo Metrópoles, juízes, desembargadores e advogados aparecem ou são citados pedindo “ajuda” a Marcus Chaves em promoções de carreira, resoluções de processos ou solicitando cargos específicos para parentes.

Como funcionava o suposto esquema:

Segundo as mensagens obtidas pela reportagem, a empreitada funcionava da seguinte forma: Marcus, filho do ex-presidente do TJGO Leobino Valente Chaves e sobrinho do ex-desembargador Arivaldo Chaves, era procurado por outros advogados e pelo alto escalão do Judiciário para interceder diante de causas que os familiares dele poderiam resolver.

Em uma das conversas, por exemplo, o advogado negocia com o gestor financeiro do Instituto Reger, Joe Luiz Ferreira, um cargo para a sobrinha da desembargadora Amélia Martins de Araújo. Segundo ele, a magistrada teria pedido e especificado que a carga horária deveria ser de 20h, com salário de R$ 5 mil, uma vez que a jovem estaria “estudando para seguir os passos da tia”.

Ao mesmo tempo, Marcus também pede o emprego a um empresário do ramo de placas de sinalização de rodovias, que teria acesso a cargos dentro do Poder Executivo de Goiás. Após solicitar mais informações sobre a vaga, Rodrigues diz que o secretário de ordem do governador Ronaldo Caiado, à época, conseguiria o emprego para a sobrinha da desembargadora.

Além de empresários, advogados e clientes, Marcus mantinha contato frequente com juízes do Tribunal de Justiça de Goiás. Um dos magistrados é Ronnie Paes Sandre, que queria que a promoção de carreira dele fosse acelerada dentro do TJ e, para isso, pedia que Marcus intercedesse por ele diante de Leobino, à época presidente do órgão.

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