• Minha polícia do Caiado
A Justiça decidiu que três dos seis policiais militares do Comando de Operações de Divisas (COD) irão a júri popular pelo assassinato de duas pessoas durante uma emboscada no Setor Jaó, em Goiânia, em abril do ano passado.
Serão julgados o tenente Wandson Reis dos Santos e os sargentos Wellington Soares Monteiro e Marcos Jordão Francisco Pereira Moreira, acusados de efetuarem os disparos que mataram o autônomo Junio José de Aquino, de 40 anos, e o corretor Marines Pereira Gonçalves, de 42.
A decisão é do juiz Antônio Fernandes de Oliveira, da 4ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida. Outros três policiais que estavam na cena do crime, mas não atiraram, foram excluídos do processo.
• Ferida na PM
O episódio, gravado por uma das próprias vítimas antes de morrer, revela uma cena estarrecedora: após as execuções, um dos policiais aparece retirando uma arma de um saco plástico e disparando para o alto, segundo as investigações, para simular um falso confronto.
O vídeo ganhou repercussão nacional e trouxe à tona uma ferida aberta dentro da Polícia Militar de Goiás, manchando a imagem da corporação e expondo práticas criminosas cometidas por alguns de seus integrantes.
O então comandante do COD, tenente-coronel Edson Melo — hoje comandante da regional da PM em Trindade —, acabou caindo do cargo após a repercussão do caso.
• O canto da morte
Edson Melo também figura como acusado no caso dos helicóptero, que resultou nas mortes de Paulo, Felipe e Nathan — dois deles, Paulo e Nathan, executados sem qualquer relação com a denúncia que deu origem à operação.
O episódio, marcado por uma ação questionável, soma-se a práticas recorrentes sob seu comando, que durante treinamentos militares incluíam apologia à violência, com cânticos de extermínio e incitação à morte de testemunhas.

















