Colapso
• O aterro sanitário Ouro Verde, localizado a 9 km de Brazlândia (DF), desabou na manhã desta quarta-feira (18). O solo cedeu sob o peso do volume de resíduos sólidos acumulado irregularmente. O local recebe lixo de municípios como Padre Bernardo e Cristalina (GO), além de empresas privadas.
• O aterro está próximo a um córrego que deságua no Rio Descoberto, manancial que abastece milhares de famílias no DF e Entorno. O risco de contaminação da água potável é grave e imediato.
G24H antecipou
• O colapso era previsível: o Goiás24Horas informou na semana passada que a Associação Brasileira de Limpeza Pública (ABLP) já alertava para o funcionamento irregular do aterro e o risco ambiental.
• Segundo o advogado Gáudio Fleury, diretor da ABLP, o lixão operava amparado por uma liminar judicial, com base em questões processuais, e não técnicas.
• O descarte irregular vinha gerando impactos ambientais severos, sem qualquer respaldo técnico ou licenciamento ambiental válido.
Reações
• A Semad (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) enviou equipes ao local para aplicar sanções e tentar conter os danos, afirmando que pedirá à Justiça a reativação do embargo ao aterro.
• Segundo a pasta, o funcionamento do lixão vinha ocorrendo “à revelia dos esforços da Semad e do Ministério Público”.
MP-GO: “Nada surpreendente”
• O Ministério Público de Goiás afirmou que o colapso do aterro “não foi surpresa” e relembrou que, desde 2021, atua judicialmente para interditar o local.
• A Promotoria denunciou o funcionamento sem licença ambiental dentro de Área de Preservação Permanente do Rio Descoberto.
• O MP já havia obtido liminar suspendendo as atividades do lixão, mas a decisão foi revertida pelo TRF, permitindo a continuidade da operação irregular.
• Com o desabamento, o órgão notificou autoridades e seguirá acompanhando o caso, reforçando sua atuação pela proteção ambiental.

















