• Culpa de quem?
O deslizamento de milhares de toneladas de lixo do lixão Ouro Verde, em Padre Bernardo (GO), provocou uma tragédia ambiental de grandes proporções, após os resíduos atingirem o Córrego Santa Bárbara e, na sequência, o Rio do Sal.
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) informou que deverá responsabilizar não apenas o dono do lixão, que operava de forma irregular, mas também o responsável técnico pelo empreendimento e as prefeituras de Padre Bernardo (GO) e Cristalina (GO), que destinavam seus resíduos para o local.
O aterro, que era privado, operava sem licença ambiental e sem estudos obrigatórios, acumulando sete autos de infração e embargos.
• Goiás24Horas denunciou o caso
O Goiás24Horas foi o primeiro veículo de comunicação a alertar para o risco de tragédia no local. Há 15 dias, o repórter Carlos Eduardo Prado esteve no lixão, registrou imagens e repercutiu a denúncia feita pelo deputado estadual Clécio Alves (Republicanos), que já apontava o risco de desabamento da montanha de lixo e os danos ambientais que poderiam ser causados.
A tragédia, infelizmente, confirmou os alertas ignorados. Segundo a secretária de Meio Ambiente de Goiás, Andréa Vulcanis, o cenário agora é de “situação crítica e gravíssima”, com chorume e resíduos contaminando os cursos d’água, inviabilizando o uso para consumo, agricultura e piscicultura na região.
• Operação com liminares
O lixão seguia operando amparado por liminares concedidas pelo Tribunal de Justiça de Goiás e pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
Em nota, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) manifestou repúdio ao episódio ocorrido na área rural do município goiano: “o desmoronamento do lixão local causou a contaminação de solos, cursos d’água e a liberação de gases tóxicos, com impactos à saúde, ao meio ambiente e à segurança da população”, ressalta a nota da Abes.
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