sexta-feira , 6 março 2026
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Caiado mira na promotora Leila Maria e tenta calar a fiscalização no Estado

• Ataque arrogante

Ao atacar a promotora Leila Maria de oliveira, Caiado (UB) deixa evidente que não aceita que as obras públicas em Goiás sejam feitas dentro dos princípios constitucionais: legalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Em um texto mal redigido, cheio de ódio, Caiado lambe a própria cria, uma lei de fundo de quintal, que permite gastar R$ 2,5 bilhões da taxa do Agro sem licitação.

Sem dúvida, um atalho perigoso, que dispensa o rito da concorrência pública e abre caminho para práticas pouco republicanas. Caiado parece querer governar ao bel prazer, fugindo dos mecanismos que garantem transparência e controle.

• Leila não é inimiga do Estado

A promotora Leila Maria, ao questionar essa manobra, cumpre seu dever. Age em defesa da Constituição, da legalidade e do interesse público.

Caiado, parte para o ataque, como sempre covarde, e tenta inverter os papéis, transformando quem fiscaliza em inimigo do Estado.

Esse comportamento é típico de posturas autoritárias, que veem na fiscalização uma ameaça, não um instrumento de aperfeiçoamento da gestão.

• Lei fundo de quintal

Criar uma lei para escapar da licitação não torna o ilícito lícito. A jogada do governo não resiste a qualquer teste de constitucionalidade.
O que o governador tenta é institucionalizar um modelo que enfraquece o controle, a concorrência e a fiscalização.

E quando alguém questiona, como faz a promotora Leila, é alvo de ataques e tentativas de desmoralização.

Mas é justamente nesses momentos que a sociedade precisa reagir e reafirmar: respeitar a lei não é uma opção. É um dever. E fiscalizar não é crime. É obrigação.

Cristiano Silva
Editor

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