• Argumento
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu novamente a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, durante discurso na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (29). O ato reuniu cerca de 12.500 pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar.
Bolsonaro afirmou que os episódios de invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram, segundo ele, “orquestrados pela esquerda”, mencionando que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não estava na capital federal no dia da ação.
• Acusações indiretas
Bolsonaro questionou a narrativa de tentativa de golpe e citou que o processo em que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) seria uma “fumaça de golpe”.
Ele ironizou a falta de apreensão de armas, mencionando apenas a existência de um estilingue e bolinhas de gude entre os objetos encontrados com manifestantes.
O ex-presidente também fez críticas indiretas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao STF, além de afirmar que seu governo fez uma transição pacífica, elogiada, segundo ele, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
• Anistia
Durante o discurso, Bolsonaro voltou a afirmar que a anistia é um remédio previsto na Constituição Federal, de iniciativa exclusiva do Parlamento.
Segundo ele, essa seria uma solução para promover a “pacificação” no país. O ex-presidente também lembrou que, antes de deixar o cargo, nomeou dois comandantes das Forças Armadas a pedido do governo eleito e citou que o atual ministro da Defesa, José Múcio, descartou a existência de uma tentativa de golpe em 8 de janeiro.
Bolsonaro finalizou o discurso dizendo que “jamais passaria a faixa para um ladrão”, em referência indireta ao presidente Lula.

















